Ong-Bak: Guerreiro Sagrado é um filme de ação e artes marciais tailandês lançado em 2003. Dirigido por Prachya Pinkaew (Chocolate, 2008), o longa-metragem foi o responsável por colocar o cinema de ação da Tailândia no mapa global e por apresentar ao mundo o talento acrobático de Tony Jaa.
A trama acompanha Ting (Tony Jaa), um jovem órfão criado em um vilarejo pacato e treinado na arte ancestral do Muay Thai Boran. Quando a cabeça de uma estátua sagrada de Buda, conhecida como Ong-Bak, é roubada por criminosos de Bangkok, Ting é enviado à metrópole para recuperá-la. Contando com a ajuda relutante de um ex-morador do vilarejo, Humlae (Petchtai Wongkamlao), ele mergulha em um submundo de lutas clandestinas e perseguições implacáveis para restaurar a honra de seu povo.
O grande diferencial da produção foi sua campanha de marketing baseada na premissa de "sem dublês, sem cabos e sem efeitos digitais". A performance de Tony Jaa, que combina a brutalidade do Muay Thai com a fluidez da ginástica rítmica e do parkour, redefiniu as coreografias de luta no cinema no começo dos anos 2000. As sequências de ação, coreografadas por Panna Rittikrai, focam na clareza dos movimentos e no impacto real, evitando a edição frenética que dominava o gênero na época.
Comercialmente, o filme foi um sucesso inesperado fora da Ásia, arrecadando cerca de 20 milhões de dólares mundialmente, um feito notável para uma produção de baixo orçamento em língua tailandesa. O sucesso gerou uma franquia com prequels e consolidou a Tailândia como um polo de produção de filmes de ação.
Ong-Bak é celebrado como um clássico cult e um marco no cinema de artes marciais. A obra é frequentemente citada por diretores e coreógrafos como uma influência direta na busca por um realismo mais cru e visceral em filmes de combate.
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