Click é uma comédia dramática com elementos de fantasia lançada em 2006. Dirigido por Frank Coraci (O Rei da Água, 1998) e produzido pela Happy Madison, o longa é um dos marcos da carreira de Adam Sandler, sendo lembrado por equilibrar o humor escrachado característico do ator com uma reflexão profunda sobre a gestão do tempo e a importância dos laços familiares.
A história acompanha Michael Newman (Adam Sandler), um arquiteto viciado em trabalho que negligencia sua esposa, Donna (Kate Beckinsale), e seus filhos na esperança de conseguir uma promoção de seu chefe exigente (David Hasselhoff). Certa noite, em busca de um controle remoto universal para sua casa, Michael conhece o excêntrico inventor Morty (Christopher Walken), que lhe entrega um dispositivo experimental capaz de controlar a sua realidade.
Com o controle, Michael passa a pausar discussões, "mutar" o latido do cachorro e avançar no tempo para pular momentos tediosos ou doenças. Porém, o aparelho possui uma inteligência artificial que começa a automatizar as escolhas de Michael, o fazendo saltar anos de sua vida de forma incontrolável. Ele percebe, tarde demais, que ao tentar acelerar o sucesso profissional, ele perdeu o crescimento dos filhos e os momentos finais com seu pai, Ted Newman (Henry Winkler), tornando-se um estranho dentro da própria família.
O filme foi um sucesso comercial expressivo, arrecadando mais de US$ 240 milhões mundialmente. Além disso, foi indicado ao Oscar de Melhor Maquiagem pelo trabalho minucioso de envelhecimento dos personagens ao longo de décadas. O elenco de apoio ainda conta com Julie Kavner (The Simpsons) e Jennifer Coolidge (The White Lotus, 2021), que ajudam a sustentar tanto o lado cômico quanto o dramático da produção, além de nomes como Sean Astin (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, 2003), Jonah Hill (Superbad - É Hoje, 2007) e Rachel Dratch (Saturday Night Live).
A recepção crítica de Click foi polarizada. O longa enfrentou duras críticas por seu humor escatológico e pela personalidade inicialmente antipática do protagonista, sendo frequentemente comparado de forma desfavorável a clássicos como A Felicidade Não se Compra (1946) e De Volta para o Futuro (1985). No entanto, parte da imprensa especializada elogiou a obra por ser "incomumente sombria e tocante", destacando a atuação de Kate Beckinsale e o impacto emocional do terceiro ato. Apesar do roteiro ser considerado sobrecarregado e de desperdiçar talentos como Jennifer Coolidge, David Hasselhoff e Christopher Walken em papéis reduzidos, o filme é lembrado como um avanço na performance de Adam Sandler, que demonstrou uma vulnerabilidade rara para as comédias da época.
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