Thor é um filme de aventura de ação e fantasia mitológica lançado em 2011. Dirigido pelo renomado cineasta britânico Kenneth Branagh (Hamlet, 1996), o longa é o quarto filme do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) e o responsável por introduzir a mitologia nórdica e os reinos cósmicos na franquia. A produção destaca-se por trazer um tom de drama dinástico quase shakespeariano para a ambientação de Asgard, contrastando com o ceticismo científico da Terra.
A trama acompanha o arrogante e poderoso deus do trovão, Thor (Chris Hemsworth), que está prestes a herdar o trono de Asgard de seu pai, Odin (Anthony Hopkins). No entanto, após uma atitude impulsiva e violenta que reacende uma guerra ancestral contra os Gigantes de Gelo de Jotunheim, Odin castiga o filho por sua soberba: retira seus poderes divinos, confisca seu martelo mágico, o Mjolnir, e o bane para viver como um mortal na Terra. Caído no deserto do Novo México, Thor é acolhido pela cientista Jane Foster (Natalie Portman), por sua assistente Darcy Lewis (Kat Dennings) e pelo professor Erik Selvig (Stellan Skarsgård), precisando aprender o verdadeiro significado de humildade e sacrifício para se tornar digno novamente.
Enquanto Thor tenta se adaptar à vulnerabilidade humana, seu irmão adotivo, Loki (Tom Hiddleston), descobre segredos perturbadores sobre sua própria origem. Se aproveitando da fragilidade de Odin, Loki assume o controle de Asgard com planos que ameaçam tanto o reino asgardiano quanto a segurança da Terra, ao enviar a letal armadura autômata Destruidor para eliminar o irmão exilado.
Em termos comerciais, Thor se provou um sucesso robusto para a consolidação da Marvel Studios, arrecadando US$ 449,3 milhões mundialmente, o que o consagrou como a 15ª maior bilheteria global de 2011. A recepção da crítica foi majoritariamente positiva, com críticos elogiando a performance charmosa de Chris Hemsworth e comparando o impacto do filme ao do Homem-Aranha original, enquanto outros destacaram que o longa funcionava muito bem em seus conflitos dinásticos celestiais, mas perdia força no breve exílio terrestre.
Nas premiações, o filme conquistou o Saturn Award de Melhor Figurino e rendeu a Tom Hiddleston o prêmio de Melhor Revelação Masculina no Empire Awards. O impacto do herói garantiu uma longevidade inédita no MCU, gerando as sequências Thor: The Dark World (2013), Thor: Ragnarok (2017) e Thor: Love and Thunder (2022), assegurando também sua cadeira cativa nos filmes dos Vingadores, bem como diversas participações e citações em outros longas da Marvel.
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