Eternals
Eternos é um filme de super-herói, drama de ficção científica e aventura lançado em 2021. A produção é o vigésimo sexto longa-metragem do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), atuando como um dos projetos mais ousados e esteticamente diferenciados a integrar a Fase Quatro da franquia.
A história acompanha uma raça de alienígenas imortais criados pelos deuses cósmicos conhecidos como Celestiais, enviados à Terra há sete mil anos para proteger a humanidade das terríveis criaturas predadoras chamadas Deviantes. Com a aparente extinção de seus inimigos no século XVI, o grupo se fraturou devido a discordâncias ideológicas e passou a viver isolado entre os humanos. No entanto, nos dias atuais, logo após o estalo em Vingadores: Ultimato (2019) liberar uma massiva onda de energia, os Deviantes ressurgem misteriosamente evoluídos, forçando a empática Sersi (Gemma Chan) e o poderoso Ikaris (Richard Madden) a reunirem seus antigos companheiros espalhados pelo globo.
O reencontro do grupo revela segredos catastróficos sobre a verdadeira natureza de sua missão na Terra. Liderados agora por Sersi após a morte trágica da matriarca Ajak, os heróis, incluindo o guerreiro Kingo (Kumail Nanjiani), a veloz Makkari (Lauren Ridloff), o inventor Phastos (Brian Tyree Henry), a guerreira tomada pelo luto Thena (Angelina Jolie) e o recluso Gilgamesh (Don Lee), descobrem que o planeta serve apenas de incubadora para o nascimento de um novo Celestial. Esse evento apocalíptico, chamado de Emergência, destruirá o planeta por completo, colocando os imortais em um dilema ético definitivo entre obedecer aos seus criadores cósmicos ou salvar a humanidade que aprenderam a amar.
Dirigido pela cineasta chinesa Chloé Zhao, que também assinou o roteiro ao lado de Patrick Burleigh, Ryan Firpo e Kaz Firpo, o longa-metragem chamou a atenção por priorizar locações reais e luz natural em detrimento das telas verdes tradicionais da Marvel, além de introduzir o elenco mais diverso da história do estúdio. Com um orçamento estimado em US$200 milhões, a produção enfrentou os fortes impactos das bilheterias da era pandêmica e a resistência de parte do público tradicional, fechando sua jornada comercial com pouco mais de US$402 milhões arrecadados mundialmente.
De forma inédita dentro do histórico de sucesso do estúdio, a produção enfrentou uma recepção altamente polarizada. Resenhas de veículos como The Atlantic elogiaram a atmosfera lírica, o visual naturalista e o tom contemplativo da direção de Chloé Zhao, enxergando valor no foco dado aos sentimentos e dilemas éticos dos personagens. Em contrapartida, críticos de jornais como The Guardian e The Independent apontaram uma grave falta de ritmo, excesso de subtramas e a ausência do humor ágil característico da franquia, considerando o roteiro excessivamente denso e desconexo. No circuito de premiações, a obra conquistou o selo ReFrame de equidade de gênero e o GLAAD Media Award de Melhor Filme, além de indicações técnicas ao Satellite Awards e ao Critics' Choice Super Awards. Apesar da divisão que causou entre os fãs e especialistas, o projeto marcou época por sua ousada desconstrução do gênero de super-heróis e sua tentativa de fundir o cinema autoral às superproduções.
Este filme ainda não possui avaliações da crítica.
Este filme ainda não possui avaliações do público.