Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é um filme de super-herói, ação e fantasia mística lançado em 2021. A produção é o vigésimo quinto longa-metragem do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) e traz mitologias orientais para a Fase Quatro da franquia.
A história acompanha Xu Shang-Chi (Simu Liu), um jovem que vive anonimamente como manobrista de carros em São Francisco sob o codinome de Shaun, tentando esquecer seu passado traumático. Sua rotina de calmaria é quebrada quando ele e sua melhor amiga, Katy (Awkwafina), são atacados em um ônibus por assassinos de elite da organização criminosa dos Dez Anéis. O violento confronto revela que Shang-Chi é, na verdade, um artista marcial formidável treinado desde a infância por seu próprio pai, o impiedoso e imortal senhor da guerra Xu Wenwu (Tony Leung Chiu-wai).
A trama se aprofunda quando o herói precisa se reconectar com sua irmã distante, Xialing (Meng'er Zhang), para impedir que Xu Wenwu destrua Ta Lo, uma mística dimensão protegida por criaturas mitológicas. Consumido pelo luto e manipulado por forças sombrias do além, Wenwu acredita piamente que sua falecida esposa está aprisionada atrás do grande selo da vila mágica. Para deter os planos insanos do pai e o poder devastador de seus dez anéis místicos, Shang-Chi é forçado a abraçar sua verdadeira herança familiar com a ajuda de sua tia Ying Nan (Michelle Yeoh).
Dirigido por Destin Daniel Cretton, que também assinou o roteiro ao lado de Dave Callaham e Andrew Lanham, o longa-metragem foi amplamente aplaudido por mesclar a fórmula tradicional de blockbusters da Marvel com o espírito do cinema clássico de wuxia e de kung-fu de Hong Kong. Com um orçamento estimado em US$ 150 milhões, a produção obteve um faturamento comercial em meio aos desafios das bilheterias pós-pandemia, arrecadando mais de US$ 432,2 milhões mundialmente.
A recepção da crítica especializada foi predominantemente favorável. Analistas de veículos como Variety e Empire exaltaram o frescor da produção ao evitar estereótipos asiáticos e aclamaram as impressionantes sequências de ação. Embora publicações como a revista Slant tenham criticado o ritmo dos flashbacks e o bombardeio de efeitos visuais no terceiro ato, o longa garantiu uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais e vitórias expressivas no Saturn Awards e no People's Choice Awards. O sucesso crítico e financeiro consolidou o herói dentro do panteão da Marvel e garantiu a Cretton credenciais para assumir o novo filme da saga de Peter Parker, Homem-Aranha: Um Novo Dia.
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