Black Panther: Wakanda Forever
Pantera Negra: Wakanda para Sempre é um filme de super-herói, ação e drama épico lançado em 2022. A produção é o trigésimo longa-metragem do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), servindo como o encerramento da Fase Quatro do estúdio e funcionando como uma comovente homenagem ao falecido ator Chadwick Boseman.
A história se inicia com a devastação emocional que atinge a nação de Wakanda após a morte repentina do rei T'Challa, vítima de uma doença incurável. Um ano depois, a Rainha Ramonda (Angela Bassett) e sua filha, a genial cientista Shuri (Letitia Wright), lutam para liderar e proteger seu país das crescentes pressões de potências globais que tentam se aproveitar da ausência do protetor de Wakanda para saquear o valioso metal vibranium. A tensão internacional atinge o ápice quando uma expedição estadunidense, utilizando um rastreador criado pela prodígio universitária Riri Williams (Dominique Thorne), descobre uma nova jazida do mineral no fundo do oceano e é violentamente aniquilada.
O incidente traz à tona a figura de Namor (Tenoch Huerta), o mutante e governante implacável da secular nação submarina de Talokan, que também foi construída sobre ricas reservas de vibranium. Culpando Wakanda por expor a existência do metal ao mundo, Namor exige que lhe entreguem a jovem cientista estadunidense, ameaçando afundar o país africano caso recusem uma aliança militar contra a superfície. Para proteger Riri e evitar um genocídio, Shuri conta com a ajuda da general Okoye (Danai Gurira), do líder tribal M'Baku (Winston Duke) e da espiã Nakia (Lupita Nyong'o), precisando confrontar sua própria fúria e assumir o manto do Pantera Negra para garantir o futuro de seu povo.
Novamente dirigido por Ryan Coogler, que também assina o roteiro em parceria com Joe Robert Cole, o longa-metragem se destacou por sua maturidade temática e pelo impecável trabalho de design de produção e figurino, que expandiu a mitologia afrofuturista e adaptou as raízes mesoamericanas para o povo de Talokan. Com um orçamento estimado em US$250 milhões, a produção arrecadou mais de US$859,2 milhões mundialmente e se consagrou como uma das obras mais rentáveis e celebradas daquele ano.
A recepção da crítica especializada foi amplamente favorável. Analistas de veículos como Empire e Variety exaltaram a forma respeitosa e comovente como a narrativa processou o luto, rasgando elogios às atuações do elenco central. Por outro lado, publicações como The Washington Post apontaram ressalvas estruturais, criticando a longa duração de quase três horas e a sobrecarga de ganchos estabelecidos para expandir a franquia. Além de gerar um inusitado atrito diplomático com o Ministério das Forças Armadas da França devido à representação de seus militares na trama, a produção fez história absoluta no circuito de premiações. Angela Bassett se tornou a primeira intérprete a conquistar grandes vitórias individuais (como o Globo de Ouro) e uma inédita indicação de atuação no Oscar por um projeto da Marvel Studios, enquanto a obra garantiu a estatueta de Melhor Figurino da Academia. O filme preparou o terreno para a série derivada Coração de Ferro (2025) e assegurou o desenvolvimento de um terceiro longa-metragem sob o comando de Coogler.
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