Deadpool & Wolverine é um filme de super-herói, ação e comédia de humor negro lançado em 2024. A produção é o trigésimo quarto longa-metragem do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), integrando a Fase Cinco do estúdio e marcando um momento histórico por ser o primeiro projeto da franquia a receber classificação indicativa para maiores de idade.
A história acompanha Wade Wilson (Ryan Reynolds), que abandonou a vida de mercenário e agora vive uma rotina pacata como vendedor de carros usados ao lado de seus entes queridos. Sua tranquilidade é abruptamente interrompida quando ele é capturado pela Autoridade de Variância Temporal (AVT). O burocrata Sr. Paradoxo (Matthew Macfadyen) revela que a linha do tempo de Wade está se deteriorando rapidamente devido à morte de seu "ser âncora", o lendário mutante Wolverine. Recusando-se a aceitar o fim de seu mundo e das pessoas que ama, Wade veste novamente o traje de Deadpool e viaja pelo multiverso em busca de uma variante do herói com garras de adamantium capaz de substituir a grande perda e estabilizar sua realidade.
Após recrutar uma versão alternativa, amargurada e consumida pela culpa de Logan / Wolverine (Hugh Jackman), a dupla desajustada acaba sendo banida para o Vazio, uma terra desolada e anárquica no fim dos tempos. Lá, eles cruzam o caminho da sádica e poderosa Cassandra Nova (Emma Corrin), a irmã gêmea maligna do Professor Charles Xavier, que governa o local com mão de ferro. Para conseguir escapar daquela dimensão, impedir que Cassandra destrua o multiverso e salvar a própria linha do tempo, Deadpool e Wolverine são forçados a superar suas diferenças e aliar-se a uma resistência formada por heróis esquecidos de antigos universos cinematográficos.
Dirigido por Shawn Levy e com um roteiro coescrito por Ryan Reynolds, Rhett Reese, Paul Wernick, Zeb Wells e o próprio diretor, o longa-metragem funcionou como uma carta de amor caótica, ultraviolenta e metalinguística à era dos heróis da 20th Century Fox. Com um orçamento estimado em US$200 milhões, a produção se tornou um fenômeno cultural impulsionada pelo retorno surpreendente de Jackman e por uma massiva campanha de marketing. O projeto superou facilmente a barreira do bilhão, acumulando impressionantes US$1,33 bilhão mundialmente, sendo coroado como a maior bilheteria de um filme para maiores de idade de toda a história do cinema e revitalizando o fôlego do estúdio.
A recepção da crítica especializada foi majoritariamente favorável. Analistas de veículos como Deadline e Empire exaltaram a química entre Ryan Reynolds e Hugh Jackman, destacando que a dedicação e a profundidade dramática do ator australiano conferiram um peso emocional inesperado à narrativa. Embora boa parte da imprensa tenha celebrado o humor anárquico e metalinguístico como um respiro necessário para a franquia, críticos de publicações como Variety e The New York Times apontaram que o excesso de fan service, as infindáveis piadas internas e o enredo estruturalmente caótico enfraqueceram o longa-metragem. Apesar das ressalvas narrativas, o apelo popular da obra rendeu a vitória de Melhor Comédia no Critics' Choice Movie Awards, além de indicações técnicas no Screen Actors Guild Awards e no Grammy. O reconhecimento também se estendeu ao Saturn Awards e ao Critics' Choice Super Awards, premiações em que Jackman foi amplamente celebrado com estatuetas por seu retorno como Wolverine.
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