Filme injustiçado? Sim e não. Enquanto a trilogia clássica já caía de cabeça na guerra civil, Lucas optou por um começo lento, trocando a ação por reuniões de condomínio intergalácticas para discutir a legalidade de invasões. É inegável que a expansão de universo agrada, trazendo um novo olhar sobre a Ordem Jedi no seu auge, mas a execução tropeça em uma cinematografia letárgica e em diálogos truncados. O tal \"bloqueio comercial\", que muitos fãs criticavam por ser político demais, na verdade é o grande acerto de George - e qualquer semelhança com o que estamos vivendo em 2026 é pura coincidência, não é mesmo?
O problema central, porém, mora na escolha de apresentar o futuro Darth Vader como um garotinho que não consegue projetar em nada a figura imponente que ele será no futuro. A narrativa perde o ritmo em Tatooine com apostas de ferro-velho e explicações desnecessárias sobre midichlorians, mas ganha fôlego quando Liam Neeson assume o peso do drama. E aquele duelo final ao som de Duel of the Fates é simplesmente maravilhoso. Absolute Cinema.
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